O Município de Palotina lançou o Protocolo Municipal de Atendimento às Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência. O documento estabelece diretrizes e fluxos para organizar e integrar a atuação dos órgãos que compõem a rede de proteção, buscando garantir atendimento digno, humanizado e livre de revitimização.
Entre as autoridades presentes estavam a vice-prefeita Judith Burin Sendtko, representando o prefeito Rodrigo Ribeiro; o vereador Filipe Luís Brustolin, representando a Câmara Municipal de Palotina; o promotor de Justiça, Teilor Santana da Silva; a promotora substituta Ana Luiza Resende; a secretária de Assistência Social, Regina Ticianeli Stefanello; a representante do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Silvia Meneghetti; a conselheira tutelar Neusa Aparecida; Lacy Riedi, representando a OAB; a secretária de Educação, Marinês Marafon Kuki; e a secretária de Saúde, Cleidi Gubert.
O protocolo orienta o trabalho de profissionais da assistência social, saúde e educação, além de agentes de segurança, integrantes do sistema de Justiça e conselheiros tutelares. A proposta é fortalecer a articulação entre os serviços e unificar os procedimentos de acolhimento e atendimento às crianças e aos adolescentes.
O documento contempla o enfrentamento de diferentes formas de violência, como a física, psicológica e sexual, além da negligência. Uma das prioridades é evitar que o atendimento provoque novos sofrimentos às vítimas, garantindo que os encaminhamentos sejam realizados de maneira integrada pela rede de proteção.
A programação contou com uma apresentação de crianças e adolescentes do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, Unidade Conviver, coordenado por Elizete Pierezan. Os participantes interpretaram a canção “Direito de ser criança”, por meio da oficina de musicalização desenvolvida pelo professor Gilson Marcio do Nascimento.
A Unidade Conviver atende, em média, 63 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, nos períodos da manhã e da tarde. As oficinas promovem a convivência social, o fortalecimento de vínculos comunitários e o desenvolvimento de habilidades e da expressão cultural.
A orientação, condução, elaboração e diagramação do protocolo ficaram sob responsabilidade do Instituto Ranai. A programação também incluiu capacitações com o psicólogo Rudinei Luiz Beltrame, voltadas ao trabalho da rede de atendimento.
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